Devemos adimitir que transpor para as telas um best seller de 522 páginas não é uma das tarefas mais fáceis, e lógico que os cortes serão feitos para dar até mais agilidade a trama que se pretende contar, porém manter o básico da história é o essencial. É com base nestas premissas que o diretor sueco Niels Ardens Oplev, leva para as telas a primeira parte da trilogia Millenium, escrita por Stieg Larsson.
Em "Os Homens que não Amavam as Mulheres" (Män Som Hatar Kvinnor, Suécia 2009) somos apresentados ao repórter investigativo Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), que após denunciar um magnata da indústria sueca é processado e condenado a cumprir pena na prisão por difamação. No encalço de Mikael , está Lisbeth Salander (Noomi Rapace), uma hacker profissional que é contratada para fazer uma pesquisa sobre ele, e entregar os resultados da mesma para o advogado Dirch Frode, que por sua vez trabalha para o magnata Henrik Vanger, dono das Indústrias Vanger.
A missão de Mikael é desvendar o misterioso desaparecimento de Harriet Vanger, um crime que está sem solução a 40 anos, e que até mesmo a polícia já não tem esperança de encontrar uma solução para o mesmo. Mikael aceita trabalhar para Vanger em troca de uma certa quantia de dinheiro, mesmo acreditando que não dará em nada a sua investigação. Enquanto isso em Estocolmo, Lisbeth começa a sofrer uma série de assédios por parte do seu novo tutor, o advogado Niels Bjurman, que a obriga a servir aos seus prazeres.
Como era de se esperar algumas das passagens mais violentas do livro foram retiradas das telas, como na cena em que Lisbeth sofre o estupro por parte do seu tutor, que sofreu alguns cortes.
Partindo das premissas básicas do livro e tirando subtramas que não caberiam nas telas dos cinemas, o filme ganha em agilidade e o resultado final não desagradará aos fãs do livro, que veram na tela a trama principal ,muito bem retratada. Lógico que para quem já leu o livro, as reviravoltas que o filme mostra não causará o mesmo impacto, que causa naqueles que não conhecem a história.
No final o resultado é satisfatório e como nos livros da trilogia, todos querem saber como a história irá prosseguir, pois os roteiristas se utilizaram de um fato que nos livros da trilogia só nos é revelado no segundo volume, e colocaram a cena quase ao final do filme, dando a deixa para a continuação da história. Um outro acerto é a cena final do filme, que já situa a personagem Lisbeth Salander, no local em que ela aparece pela primeira vez no segundo livro da trilogia.
Se o ritmo for mantido no segundo filme, tudo indica que o desfecho da história no terceiro filme da série não deixará nada a desejar. Será que Hollywood irá fazer jus a trilogia e filmar algo ainda melhor que a versão européia do filme? É esperar para ver.


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