domingo, 8 de novembro de 2009

Crítica - Os Fantasmas de Scrooge


Visualmente perfeito e com uma história atemporal - o clássico de Natal escrito por Charles Dickens - o filme conta como o velho avarento Ebenezer Scrooge passou de um menino cheio de sonhos e esperança a um velho rabugento, frio e sem gosto nenhum pelo Natal. E é com essa premissa que o filme chega para abrir oficialmente a temporada de filmes de fim de ano nos cinemas, com cópias dubladas e algumas cópias em 3D.

Os efeitos tridimensionais oferece ao público novas experiências com essa tecnologia, pois as cenas panorâmicas pela cidade são de encher os olhos, assim como as cenas onde neva, parece que a neve esta caindo realmente na sala de projeção.

"Os Fantasmas de Scrooge" (A Christmas Carol, EUA 2009) é um filme para toda a família, porém as crianças mais novas podem se assustar com algumas cenas do longa.

Estrelado por Jim Carrey que vive 4 personagens no filme, o velho Scrooge e os três espirítos, o dos natais passados, o do natal presente e o do natal futuro e Gary Oldman (perfeito como sempre) que vive mais alguns personagens no filme, Bob Cratchit (o empregado de Scrooge), Marley (o fantasma do ex-socio de Scrooge) e dá voz ao pequeno Tim (filho de Cratchit) no filme.

Após a visita do fantasma de seu ex-sócio Marley, que avisa Scrooge da visita dos três espíritos na noite de natal é que o filme realmente decola e leva o espectador para a jornada que irá mudar a vida do velho avarento de uma vez por todas.

É verdade que o livro de Dickens é mais profundo do que o que se passa na tela nos 97 minutos de duração do longa, porém a essência do conto está toda lá só que agora se valendo da tecnologia 3D para contar a história.

O diretor Robert Zemeckis se vale da experiência adquirida com a direção de "O Expresso Polar" e "Beowulf" que se utilizaram da mesma técnica deste daqui para aperfeiçoa-la ainda mais e dar ao público o melhor que a tecnologia 3D digital pode oferecer. E um dos acertos de Zemeckis é conservar o ano em que se passa a história no final do século XIX, assim como no livro.

Outra grande atração do filme é a sua trilha sonora, com destaque para a belíssima A Christmas Carol interpretada por Andrea Boccelli em italiano, vale a pena ficar na sala para escutar em som surround a canção mesmo enquanto sobem os créditos.

No final o público irá sair satisfeito da sala com a certeza de ter assistido um clássico do natal com uma nova roupagem e que não compromete em nada a obra atemporal de Charles Dickens.

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