
E o filme "500 Dias com Ela" já começa a gerar os primeiros comentários. Conversando via MSN com uma amiga e agora colaboradora do blog Movies & Cultures ela expressa no texto abaixo as suas impressões sobre esse filme.
As vezes tenho a nítida impressão que as produções parecem estar conversando, e na conversa o último de uma leva de produções retratando uma mesma temática, acaba concluindo o assunto. E foi essa sensação que tive com “500 Dias com Ela”. Depois de “A Verdade Nua e Crua” (The Ugly Truth, EUA 2009) que brinca entre duas personagens com convicções sobre o relacionamento entre homens e mulheres extremamente opostas, porém com a mesma busca. E em “A Proposta” (The Proposal, EUA 2009) que começou a desenhar os fatores inesperados da convivência, no encontro real do amor.
"500 Dias com Ela", esbanja em estética, esbanja em sabedoria dramática, esbanja em doses sutis, e termina como a vida é, sempre nos levando para um patamar acima.
Um filme gostoso de ver, gostoso de ler, gostoso de pensar, e principalmente de sentir. Suga as metáforas e formatos agressivos representativos dos desencontros e da agressividade contida nos relacionamentos atuais, que em menos ou mais potência toca a diversidade de emoções numa grande confusão, limitando e distanciando o ser-humano do amor mais delicado e real.
Se pudesse resumir, diria que é um filme na categoria filme de arte, e para espectadores de sensibilidade. Mas como a dramaturgia é um gigante iluminado, tenho esperanças que invada os questionamentos daqueles que pouco exercitam a habilidade de entender as sutilezas da vida e da busca pelo amor feliz.

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