domingo, 15 de novembro de 2009

Crítica - 2012

Quantas maneiras existem de destruir o mundo tendo a seu dispor milhões de dólares, efeitos especiais de última geração e um roteiro que dispensa histórias e parte logo para as cenas de ação? Todas essas respostas podem ser facilmente encontradas em 2012 (EUA 2009) do diretor Roland Emmerich. Após arrasar os EUA em Independece Day (1996), detonar Nova York em Godzilla (1998) e congelar o hemisfério norte inteiro do planeta em O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow, EUA 2004). Emmerich não se dá por satisfeito e como desgraça pouca é bobagem partiu para a destruição mundial em 2012.

A premissa do filme é bastante interessante e parte do princípio que a extinta civilização Maia teria previsto o fim dos tempos para a fatídica data de 21/12/2012, dia em que a Terra entraria em colapso. O que podia ser uma história para ser explorada com seriedade se transforma nas mãos de Emmerich em um punhado de cenas de ação e correria - muito bem realizadas diga-se de passagem - e nos intervalos entre uma cena e outra lamentações e redenções que soam as vezes ao risível. E não podiam lógico faltar as frases de efeito dita pelos personagens que são marca registrada do diretor.

O ponto de partida se dá em 2009 quando um geólogo indiano descobre que a Terra está entrando em colapso devido as emissões dos raios solares e de um suposto alinhamento planetário (o tal alinhamento previsto pelos maias), a partir dai o Presidente dos EUA (vivido por Danny Glover na sua versão Barack Obama) se engaja com outros líderes mundiais para a construção de arcas para "salvar" quem estivesse disposto a pagar a módica quantia de 1 bilhão de doláres para entrar na mesma e outros líderes mundiais que devem ser preservados. Neste ponto até a excelente animação da Pixar Wall-E soube tratar o tema com mais seriedade.

Outro ponto fraco no filme são os personagens que parece que estão ali somente para correr, pular, nadar e fugir dos gigantescos terremotos, erupções vulcánicas e tsunamis que estão presente em toda a projeção.

Jonh Cusack e Amanda Peet vivem o casal central do filme e é em torno de seus personagens que a história gira. O personagem de Woody Harrelson é sem sombra de dúvida a melhor coisa no filme, porém fica pouco tempo na tela, aqui outro erro da produção em não o aproveitá-lo melhor no filme.

Não há dúvidas que o Oscar de efeitos visuais já esta garantido para 2012, porém aqui vale dizer que efeitos de última geração não garantem mais uma atração para o público que está se tornando cada dia mais exigente com o que assiste nas telas dos cinemas.

Talvez se Emmerich tivesse realizado 2012 em 3D o filme ganharia algo mais e poderia ser um entretenimento melhor do que ficou. Ou talvez ele esteja guardando essa idéia para quando ele resolver destruir a galáxia, duas galáxias ou quem sabe o universo. Só não pode destruir a atenção do público até lá.

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