domingo, 17 de julho de 2011

Crítica - Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

Com a estréia de "Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2" (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2, EUA 2011), chega ao fim uma das franquías mais rentáveis da história do cinema. E com isso os fãs que cresceram com o bruxinho inglês, acompanhando cada aventura de Harry e seus amigos, fosse nos livros ou nas adaptações para as telas de cada um dos sete livros da série e chegado o momento de dizer adeus.

Tudo começou em 1997 com a publicação do primeiro livro, só que o primeiro filme da série cinematográfica só viria a luz em 2001, pelas mãos da Warner Bros. que no mesmo ano enfrentou a concorrência de um outro peso pesado do cinema fantástico que era a adaptação para as telas da trilogia "O Senhor dos Anéis", após o lançamento do primeiro filme era certo que Harry e seus amigos teriam vida longa nas telas e os demais livros iriam ser adaptados para a tela.

Agora o ciclo se fecha com a estréia da segunda parte da adaptação do último livro da série dirigido por David Yates, que foi responsável pelos três últimos filmes da série e coube a ele a responsabilidade de fechar a série como os fãs esperavam. Lógico que lançando mão de algumas licenças poéticas para adaptar o texto de forma que o formato para as telas não compromete-se a narrativa do livro.

O filme começa no mesmo ponto que a parte 1 havia parado, com Lorde Voldemort (Ralph Fienes) tendo em suas mãos a varinha das varinhas e Harry se despedindo de Dobby, morto ao resgatá-lo junto com os seus amigos da mansão dos Malfoy. Neste momento fica claro para Harry que ele precisa seguir em frente com a difícil tarefa de localizar e destruir as Horcruxes, objetos que guardam parte da alma de Vodemort e somente após destruir a todas Harry terá alguma chance de confrontá-lo e destruí-lo.

Se no primeiro filme não haviam muitos momentos de ação, agora nesta segunda parte estes irão se fazer presente durante toda duração do longa, intercalados por momentos em que Harry irá se questionar se tudo aquilo irá levá-los a algum lugar.

Outro ponto forte do filme é não poupar os espectadores com cenas de batalhas onde ambos os lados terão baixas e feridos, o diretor optou por uma narrativa bem próxima ao texto original, e Harry vê a cada momento um dos seus amigos morrer ao confrontar um comensal da morte.

A fotografia do filme é sombria, como vem ocorrendo desde o terceiro filme da série dirigido por Alfonso Cuarón, que foi deixada um pouco de lado no quarto filme dirigido por Mike Newell e voltou a ter um tom mais assustador a partir do quinto filme da série já com a direção de David Yates.

Apesar de ter sido convertido para o 3D e não filmado com esta tecnologia, o filme ganha um pouco com este formato, pois as cenas de batalha em Hogwarts ganham outra dimensão e em alguns momentos realmente parece que o especatador esta no meio da ação.

Um grande acerto é dar o devido destaque aos personagens que nos últimos filmes da série foram relegados ao esquecimento, e com isso a personagem da atriz Magiie Smith, a professora McGonagal ganha o seu destaque. Assim como o personagem Neville Longbottom (Matthew Lewis) que tem momentos chaves do filme no desenrolar da história.

As cenas da batalha em Hogwarts são grandiosas e o clímax com o duelo entre Harry e Voldemort, funciona muito bem nas telas, assim como no livro. Também merece destaque a cena em que Harry e seus amigos Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint) invadem o Banco de Gringotes para localizar e destruir mais uma Horcrux.

O resultado final agrada aos fãs, que irão notar algumas discrepâncias aqui e ali, porém isso não afeta em nada a narrativa e até ajuda a manter a narrativa mais coesa e fluída. Após uma década acompanhando cada filme no cinema os fãs se despediram do bruxinho inglês com grande estilo e agora estes tem como missão perpertuar a saga de Harry e seus amigos através dos tempos, pois como em determinado momento é dito no filme a nossa maior magia está nas palavras.

Um comentário:

  1. Ainda não estou apta a comentar o filme,pois sou fã e ainda me encontro sob efeito da emoção e comoção causadas pelo fim da saga. Porém,só para sinalizar que li o post, gostaria de dizer que achei o filme maravilhoso,fazendo jus à autora J.K.Rowling.

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