quinta-feira, 2 de junho de 2011

Crítica - Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Quando anunciaram que iriam fazer um filme baseado em uma atração da Disney para as telas do cinema e que esta atração seria o Piratas do Caribe, pensei que essa idéia não iria vingar e não passaria do primeiro filme.Porém esqueceram de contar que o protagonista do filme seria o excelente ator Jonnhy Depp e com ele a bordo ao lado de outros bons atores a franquia iria navegar nas telas por muito tempo.

E a franquia chega agora ao seu quarto longa e com fôlego ainda para muito mais e "Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas" (Pirates of the Caribbean: On Strange Tides, EUA 2011) mantém o ritmo dos outros filmes da série e chega até ser melhor que o longo e demorado terceiro capítulo da série, que tinha quase três horas de duração.

No início do filme reencontramos o Capitão Jack Sparrow (Jonnhy Depp) em Londres, tentando livrar da prisão o seu amigo Gibbs que está sendo julgado por pirataria em uma corte inglesa. Porém não foi esse fato que levou Jack a Londres e sim os rumores de que ele estaria contratando uma tripulação para ir atrás da lendária Fonte da Junventude e quem assistiu ao terceiro filme, irá logo se lembrar da cena final onde o pirata estava de posse do mapa onde estava o caminho para a tal fonte, logo a ação desta vez deixa as águas caribenhas para ir para a Europa.

E após escapar das tropas do Rei George e descobrir que o pirata Hector Barbossa (Geofrey Rush) agora é um corsário a serviço da Coroa Inglesa. Jack então esbarra com Angélica (Penélope Cruz), uma mulher do seu passado, que está se passando por ele para contratar uma tripulação para ir atrás da Fonte da Juventude, porém sem Jack não seria possível chegar a fonte, pois ele conhece o ritual e o que deve ser feito para encontrá-la, a partir dai o pirata vai parar no Queen Anne's Revenge o navio de Barba Negra (Ian McShane), de quem Angélica diz ser filha e a partir dai ele não sabe quem deve temer mais o pirata ou Angélica.

Apesar de não ser mais dirigido por Gore Verbinsky (diretor dos três longas anteriores), a direção de Rob Marshall não compromete em nada o ritmo do filme, que continua a ter os mesmos elementos básicos dos anteriores e isso é sem sombra de dúvidas um dos grandes trunfos desse filme.

Saem personagens dos filmes anteriores e entram novos, o casal central que antes era formado por Will (Orlando Bloom) e Elizabeth (Keira Knightley), agora é formado pelo Reverendo Phillip (Sam Claflin) e Syrena (Astrid Berges-Frisbey), que não tem a mesma força do casal da trilogia anterior, porém não compromete a trama.

Devido e este fato o filme é todo de Depp, que usa e abusa dos trejeitos criados por ele para o personagem desde o primeiro longa e que a cada capítulo pode ser mais desenvolvido e explorado pelo ator, e são dele como sempre as melhores tiradas do filme e as melhores cenas de ação também.

Outro acerto do filme é que este apresenta uma história fechada e não como ocorreu no segundo longa da franquia que a história só iria acabar no terceiro filme. Lógico que pontas ficam soltas para preparar o público para o quinto longa da série que não deve tardar a chegar as telas do cinema.

A trilha sonora continua envolvente e pontua bem as cenas de ação do filme, além de já ser uma marca registrada da franquia.

A exibição em 3D Digital não acrescenta muito a trama, somente em algumas cenas como as das sereias e as cenas na Fonte da Juventude, ganham alguma vida com o recurso 3D, no mais o roteiro é tão bem desenvolvido que o público até esquece que esta assistindo a um filme em 3D.

Com todos esses fatores a seu favor o quarto longa da franquia mantém o ritmo dos anteriores e deixa as portas abertas para novas aventuras do Capitão Jack Sparrow nas telas do cinema. E aqui um aviso após os créditos existe uma cena escondida e está cena é mais um indício que uma quinta aventura está para acontece muito em breve. 

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