domingo, 19 de junho de 2011

Crítica - Kung Fu Panda 2

Quando o primeiro "Kung Fu Panda" (Kung Fu Panda, EUA 2008) saiu nos cinemas não me chamou muita a atenção, apesar de ser um cinéfilo de carteirinha e adorar animações em computação gráfica, a história de um Panda que era "filho" de um ganso que sonhava em ser um mestre do Kung Fu em uma China antiga, seria apelação demais para um roteiro.

Passado algum tempo assisti ao filme quando o mesmo foi lançado em  DVD e a minha opinião foi um roteiro interessante, com bonitos cenários, paleta de cor adequada e uma carga filosófica até que exagerada para um filme infantil, não havia muita graça nem piadas, o filme era sério até demais para crianças pequenas e interessante para adultos que curtiam filmes de Kung Fu.

Parecia então que a Dreamworks iria ficar somente com o primeiro filme, isso seria uma certeza até porque a mesma lançou um longa metragem direto para o mercado de DVD com o título "Kung Fu Panda: Os Segredos dos Cinco Furiosos" (Kung Fu Panda: Secrets of the Furious Five, EUA 2008) no mesmo ano do lançamento do primeiro filme.

Então como em Hollywood a regra é lançar sequencias de franquias que podem se consolidar, a Dreamworks lança em 2011 "Kung Fu Panda 2" (Kung Fu Panda 2, EUA 2011) e para a minha surpresa o filme supera em muito o seu antecessor, trazendo uma história mais fluída e sem muitos rodeios de roteiro e vai direto ao ponto.

Desta vez reencontramos o Panda Po (voz de Jack Black no original) e seus amigos no Vale da Paz. Após ter vencido Tai Lung no primeiro longa, Po continua o seu treinamento com o mestre Shifu (voz de Dustin Hoffman no original) e este revela a Po que ele deve encontrar a sua paz interior para prosseguir com o seu treinamento e se tornar um grande mestre do Kung Fu. Só que uma nova ameaça surge para colocar em risco não só a China como o próprio Kung Fu, pois Shen (voz de Gary Oldman no original) utilizando da tecnologia criada pelo seu povo pretende utilizar uma arma criada por ele para oprimir o povo Chinês e ter um império somente para si, após ter jurado vingança aos seus pais e ser expulso da corte após matar vários pandas para que uma profecia feita pela feiticeira da corte não se realizasse.

Partindo dessa premissa o filme segue com um roteiro coeso até o seu desfecho, e sem a carga filosófica do primeiro filme, este segundo tem o seu pilar mais forte nas cenas de luta e ação, e a violência das lutas não parece estar disfarçada dos olhos dos espectadores. Pelo visto os roteiristas optaram por um roteiro bem mais adulto para este filme e com mais cenas de ação.

Um técnica interessante foi utilizar recursos de animes para contar em flashback o passado de Po, e isso diferencia a ação que se passa no passado da ação que se desenrola no presente, além de dar um toque mais dramático a trama.

A trilha sonora é toda instrumental ao longo do filme e não há muitas novidades com o que já havia sido mostrado no primeiro filme.

Só que o grande destaque do filme é sem sombra de dúvidas o 3D, que desta vez foi utilizado a favor da animação, o roteiro foi pensado para este formato e tudo se encaixa. Os cenários tem belíssimas paisagens e a profundidade que o 3D possibilita as tornam mais belas. Mas existem vários momentos do filme em que objetos de cena ou os próprios personagens vem para fora da tela. Pode-se dizer então que Kung Fu Panda 2 é um filme para se assistir nesse formato e que realmente vale o ingresso.

Lógico que com tantas perfeições o filme teria que ter alguma imperfeição e essa está exatamente na última cena exibida no filme, nada contra deixar portas abertas para um terceiro episódio, pois dá a impressão que algo fica fora do roteiro basta prestar um pouco de atenção. Mas isso não é o suficiente para tirar toda a magia e a mensagem que esse filme tem para passar para o público.

Ao final da sessão o público não sai arrependido e tem a certeza de ter assistido a um bom filme de animação, com um 3D que realmente vale a pena e a certeza de em breve voltar mais uma vez para o Vale da Paz e quem sabe para um desfecho triunfal para uma série que não prometia nada em seu primeiro filme, tem um segundo filme excelente e nos resta torcer para um terceiro melhor ainda.

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