Normalmente o que ocorria era o caminho inverso um filme de sucesso tinha que virar não só video game, mas como toda uma meca de produtos que levavam a sua marca. Porém como no mundo dos jogos eletrônicos de hoje as histórias dos mesmos estão cada vez mais elaboradas e cinematrogáficas não seria muito difícil boas histórias migraren da telinha para o telão do cinema. E foi exatamente esse o caminho percorrido pelo filme "Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo" (Prince of Persia: The Sands of Time, EUA 2010).
É verdade que o personagem apareceu pela primeira vez em um jogo de computador no já distante 1989, o objetivo do jogo era simples, o jogador tinha uma hora, nem mais nem menos para salvar a vida de uma princesa e provar a sua inocência. Na época o jogo impressionava pelos movimentos fluídos do personagem e o desafio que propunha aos jogadores de terminar a aventura a tempo. Com o sucesso, como já era de se esperar vieram várias sequências para o jogo, porém nenhuma conseguiu superar o original. E o personagem acabou caindo no esquecimento. Isso até 2003 quando a Ubisoft resolveu dar uma repaginada na personagem e trazer uma aventura para realmente superar em todos os aspectos o jogo de 1989. Usando recursos 3D e uma trama interessante o Príncipe Dastan (vivido nas telas pelo ator Jake Gyllenhall - em seu primeiro blockbuster) ganharia novamente o interesse dos jogadores. O sucesso do jogo então gerou mais duas continuações "The Warrior Within" (2004) e "The Two Trones" (2005) o desfecho da trilogia.
Então o caminho natural seria levar as aventuras do Príncipe Dastan para as telas dos cinemas e lógico em formato de Blockbuster. É verdade que a escolha de Gylenhall para viver Dastan não agradou a alguns, mas o ator não compromete e vive o personagem de forma correta, sem exagerar na atuação. Ao seu lado ainda está a estrela em ascenção Gemma Arterton, Ben Kingsley e Alfred Molina (sem dúvida em uma atuação impagável e são dele os melhores momentos do filme).
A trama segue o mesmo enredo do jogo, acusado de traição e assassinato Dastan deve fugir do palácio para provar a sua inocência, na fuga ele leva consigo um poderoso artefato - uma adaga - concebido aos humanos pelos Deuses e de quebra a princesa Tamina ainda segue junto com ele. Lógico que nada será fácil para Dastan que tem em seu encalço ainda um horda de assassinos conhecidos como Hassassins que querem se apoderar da adaga para entregá-la a pessoa que os contratou.
Entre uma cena de ação e outra sobre tempo para que a fotografia mostre belas paisagens dos desertos e do oriente. Alias os cenários são de encher os olhos e tudo foi muito bem cuidado, assim como o figurino que recria muito bem o antigo oriente.
A direção de Mike Newell não compromete e é correta, dando sempre o toque certo nas cenas de ação. Porém não espere nenhuma cena de ação grandiosa, pois não há sequências assim no filme, as cenas que mais chamam a atenção são as que Dastan usa a adaga para reverter o tempo e alterar o passado, destaque aqui para a cena do ataque das víboras ao acampamento.
Se tudo correr como o esperado ainda veremos mais duas aventuras do Príncipe da Pérsia nas telas, isso se Hollywood não colocar o personagens em mais filmes, histórias originais e reboot. Porém nada foi anunciado até o momento. É esperar para ver.


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