domingo, 13 de junho de 2010

Crítica: O Escritor Fantasma

O diretor Roman Polanski tem em seu currículo filmes de diferentes gêneros que vão desde a comédia como é o caso de "Piratas" (Pirates, EUA 1986), o terror psicológico "O Bebê de Rosemary" (Rosemary's Baby, EUA 1968), o oscarizado "O Pianista" (The Pianist, EUA 2002) e o policial "Chinatown" (Chinatown, EUA 1974). Todos exemplares de bom cinema que se valem muito a partir da atuação dos atores. 

Afastado do cinema desde a sua adaptação de "Oliver Twist" (Oliver Twist, EUA 2005) devido a problemas com a justiça o diretor parece ter planejado a sua volta as telas com muito cuidado. E  "O Escritor Fantasma" (The Ghost Writer, EUA 2010) não é só dirigido, mas tem o roteiro assinado pelo diretor.

A premissa do filme é simples, após a morte do escritor fantasma do ex-primeiro Ministro Britânico Adam Lang, vivido de forma correta pelo ator Pierce Brosnan. Um outro escritor fantasma deve ser contratado para terminar o trabalho na biografia de Adam Lang. Esse trabalho recai então para um jovem escritor inglês vivido pelo ator Ewan McGregor, pelo trabalho este irá receber a soma de US$ 250.000,00 e conforme a editora tem um mês para terminar o trabalho.

Só que o que parecia um trabalho simples se torna cada vez mais perigoso, pois a medida que o escritor fantasma avança nos trabalhos, vai descobrindo certas coisas sobre o passado de Lang que  irão torná -lo alvo de pessoas poderosas dos altos escalões do governo. E para complicar um pouco mais o próprio Lang esta sendo acusado de crimes de guerra por políticos do governo Britânico, que querem levá-lo para um tribunal.

O roteiro tem o grau de suspense perfeito e prende o espectador do início ao fim, as reviravoltas e revelações a medida que a trama avança ocorrem na hora certa e até o último segundo quando tudo é revelado ao público e a trama toda se encaixar de maneira perfeita se tem a certeza  de que Polanski planejou cada segundo da trama.

A fotografia é um ponto alto do filme, assim como os cenários utilizados, sejam nas cenas externas em uma ilha isolada nas imediações de Nova York ou na mansão que Lang mora na mesma ilha. Todo esse clima da o tom certo de suspense a história que está sendo narrada.

Os atores também são bem dirigidos por Polanski, apesar de Pierce Bronsnan ser um dos protagonista tem pouco tempo na tela, mas as suas aparições são perfeitas, por outro lado Ewan McGregor cada vez mais se mostra um ator maduro e que pode assumir papéis um pouco mais complexos do que os que vinha fazendo antes.

Todas essas qualidades faz do filme uma ótima opção para quem quer assistir a um filme de qualidade nas telas dos cinemas. Pena que mais uma vez os distribuidores brasileiros tenham escolhido o momento errado para lançar o filme nas salas de cinema do país. Pois com toda certeza apesar de ser um excelente filme de suspense e cinema de qualidade irá ser ofuscado por príncipes persas, titãs em fúria, vampiros, lobisomens e outros blockbusters do verão americano.

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