quinta-feira, 11 de junho de 2009

Crítica - O Exterminador do Futuro - A Salvação


Para início de conversa este 4º capítulo desta já cultuada cine série tinha tudo para dar errado. Primeiro o diretor escolhido para dirigir o filme é o limitado McG - que tem em seu currículo pérolas como As Panteras - Detonando. Segundo problema são os roteiristas John D. Bracanto e Michael Ferris quase afundaram a franquia com o fraquíssimo "O Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas" (EUA 2003). Como então a produtora Halycon poderia reverter o jogo? Dar nova vida a série para mais três filmes?

A resposta é nada mais nada menos que utilizar elementos já clássicos a série e adicionar muitas cenas de ação, alias neste ponto o filme é corretíssimo e as cenas de ação não atrapalham em nada o desenrolar da já complicada cronologia da série.

O filme começa no ano de 2003 no corredor da morte e somos apresentados a dois novos personagens por um lado está o condenado Marcus Wright (Sam Worthington) e por outro a Dra. Serena Kogan (Helena Bohan Carter) que se apresenta a Marcus como sendo da Cyberdine System, a empresa que está prestes a criar o super computador Skynet.

A seguir somos transportados para o ano de 2018, os eventos narrados do segundo filme somente atrasaram o dia do juízo final, porém somos apresentados a um futuro caótico onde os homens estão em guerra com as máquinas e a Skynet tem os seus alvos neste futuro, entre estes estão o próprio John Connor (Christian Bale) e Kyle Reese (Anton Yelchin), que no primeiro filme é enviado do futuro para defender a ainda jovem Sarah Connor no ano de 1984 de um exterminador modelo T-800. E é exatamente neste futuro caótico que Marcus irá despertar.

A paleta de cor do filme é crua e o que dá o tom apocalíptico ao filme e com o passar da projeção a paleta vai se abrindo, principalmente nas cenas dentro de um dos quarteis generais da Skynet. O filme também tem uma edição de som eficiente o que pode render algum prémio da academia.

Com isso tudo "O Exterminador do Futuro - A Salvação" é uma grata surpresa, pois o filme não peca em nenhum momento, acrescenta elementos interessantes a cronologia e deixa as portas abertas para os dois últimos capítulos da saga.

Como diz a frase utilizada como tag line para a promoção do filme O FIM COMEÇA. Agora nos resta torcer para ser um fim a altura para a já cultuada série.

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