Futuro do pretério, talvez esse seja o melhor termo para descrever esse excepcional filme realizado pelo diretor francês Michel Hazanavicius, devido a estarmos em pleno século XXI no ano de 2012, onde a maior parte dos filmes se valem de efeitos especiais de última geração para encantar o público e agora porque não colocar esse mundo mágico do cinema em 3 dimensões, para que o público possa viajar por toda essa magia tendo uma experiência de imersão no que se passa na tela. Esse é o cinema que temos hoje. Porém um filme ousou a ir completamente na contra mão disso tudo e Hazanavicius, volta a origem do cinema mudo, onde os grandes mestres do cinema como Charles Chaplim e entre outros atores da sua geração escreveram o nome na história para todo o sempre.
"O Artista" (The Artist, França e Bélgica 2011) prova que é possível realizar um belíssimo filme com toda a sensibilidade do cinema mudo, com atuações perfeitas dos seus atores principais, um roteiro exemplar e uma trilha sonora impecável, fazem desse filme uma aula de cinema perfeita, pois tudo o que define a sétima arte esta na tela.
Ao longo dos seus 108 minutos o longa conta a história do ator George Valentin (Jean Dujardin), que é um astro do cinema mudo da sua época, porém novos tempos estão por vir e o cinema falado está virando uma realidade e os donos de estúdio visando o seu lucro estão migrando não só para esse novo formato, mas também necessitam de novos rostos para acompanhar os novos tempos é nesse momento que desponta a atriz em ascenção Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma ex-figurante que entra para o mundo do cinema meio que por acaso após um encontro com Valentin e aceita fazer os filmes falados. A partir dai o público irá acompanhar a ascenção de Peppy e a queda de Valentin devido ao seu orgulho de não querer aceitar os novos tempos.
Jean Dujardin soube como criar o seu George Valentin de forma perfeita, com uma atuação que é pura homenagem aos grandes atores do cinema mudo e ele segue a cartilha deixada por esses e coloca em seu personagens trejeitos e expressões faciais que mesmo sem dizer uma só palavra passa ao público toda a emoção que o seu personagem está sentindo no momento, mas isso não seria possível se o roteiro e a direção de Hazanavicius não trabalhassem a favor dos atores.
O outro destaque vai para a atriz Bérénice Bejo que vive Peppy Miller a atriz em ascenção meteórica, que não deixa de ser fiel ao seu "criador". A sua atuação serve de base para Dujardin em várias cenas do filme, assim como na cena em que ela ensaia passos de sapateato atrás de uma tela, como na excelente cena do paletó no cabide em que ela encena um beijo com o ator uma cena perfeita em todos os sentidos.
Por final o roteiro é sem dúvida o grande destaque que aliado a trilha sonora consegue passar ao público toda a emoção dos personagens e das cenas de maior impacto do filme.
A soma de todas essas qualidades dá ao público um filme que já foi concebido para ser um dos novos clássicos do cinema moderno, mesmo fazendo uma homenagem aos filmes que deram início ao mundo do cinema. Um filme sensível, tocante e perfeito de se ver na tela grande dos cinema, pois até o formato da filmagem foi mantido pelo diretor.
Não será surpresa se na noite do Oscar o filme arrematar muitas estatuetas e se sagrar o grande campeão da noite, pois um filme que nos conta a história da transição do cinema mudo para o cinema sonora sem dizer palavra alguma, já um grande merecedor de estar entre os clássicos do cinema de ontem, de hoje e de sempre e conquista isso tudo ficando em silêncio.
A soma de todas essas qualidades dá ao público um filme que já foi concebido para ser um dos novos clássicos do cinema moderno, mesmo fazendo uma homenagem aos filmes que deram início ao mundo do cinema. Um filme sensível, tocante e perfeito de se ver na tela grande dos cinema, pois até o formato da filmagem foi mantido pelo diretor.
Não será surpresa se na noite do Oscar o filme arrematar muitas estatuetas e se sagrar o grande campeão da noite, pois um filme que nos conta a história da transição do cinema mudo para o cinema sonora sem dizer palavra alguma, já um grande merecedor de estar entre os clássicos do cinema de ontem, de hoje e de sempre e conquista isso tudo ficando em silêncio.


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