segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Crítica - Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras

Quando o primeiro filme foi lançado no natal de 2009 nos EUA o diretor Guy Ritchie queria dar uma nova roupagem ao detetive inglês que através do seu poder dedutivo aguçado conseguia desvendar os mais intrigados mistérios. O objetivo de Ritchie era mostrar ao público um lado de Sherlock que somente quem lerá os livros de Connan Doyle conhecia, além de modernizar um pouco o personagem e todos os seus objetivos foram alcançados e lógico que uma continuação era mais que esperada.

Dois anos depois Sherlock Holmes (novamente vivido por Robert Downey Jr.) volta as telas do cinema ao lado do seu parceiro de aventuras Dr. Watson (Jude Law). Desta vez Sherlock se vê as voltas com um dos seus mais difíceis casos e enfrentando o seu arquinimigo Professor Moriarty (Jared Harris) que pretende promover a primeira guerra mundial fazendo com que as nações européias entrem em choque.

Se no primeiro filme Moriarty só era citado ao final do filme e só aparecia nas sombras, agora neste segundo episódio ele finalmente irá ser a peça central da trama. E não é só o vilão que é novo neste filme, novos personagens são apresentados ao público, como por exemplo o irmão mais velho do detetive, Mycroft Holmes (Sthephen Fry) e tão inteligente quanto Holmes. Outra personagem que foi criada especialmente para o filme que irá unir forças com Holmes e Watson é a cigana Madame Sinza (vivida pela atriz sueca Noomi Rapace).

Como era de se esperar o segundo filme teve uma produção muito maior do que o primeiro, se a trama do primeiro envolvia mais cenas de ação ao longo de todo o filme, este segundo apresenta um roteiro muito mais elaborado, além de levar Holmes e Watson para vários países europeus, logo o filme irá passar por Londres, Paris, Alemanha e Suiça a medida que o detetive vai elucidando a trama criada por Moriarty.

As cenas de ação são mais grandiosas e elaboradas do que no filme anterior, mas não são o centro do roteiro, desta vez o foco é o poder detutivo do detetivo, porém mais uma vez Ritchie utiliza a câmera lenta para apresentar ao público como o detetive irá se livrar de seus inimigos antevendo as suas ações. A cena de ação mais grandiosa do filme é sem dúvida a fuga pela floresta, filmada com câmeras especiais foi possível captar em câmera lenta e com um ângulo muito maior as explosões as balas de canhão destruindo árvores e tudo mais por onde passa, realmente é uma das melhores sequências do filme, ao lado da cena em que Holmes confronta Moriarty durante uma partida de xadrez no clímax do filme.

A trilha sonora permanece a mesma que já havia sido criada para o anterior e somente serve para se fixar ainda mais como a música tema do personagem. Algumas sequências de ação ainda se valem da trilha sonora para dar mais emoção a elas.

O filme pode não agradar ao público em geral como o primeiro filme, porém os fãs de Holmes que leram os livros irão gostar mais deste filme do que do seu antecessor, por ser um retrato mais fiel do detetive. E lógico muitos irão identificar várias passagens dos livros. Inclusive o confronto final entre Holmes e Moriarty.

Com todos esses acertos Guy Ritchie estabelece de vez a franquia no cinema e pavimenta o caminho para mais um filme do personagem pelo menos, pois como o próprio Holmes diria é mais que elementar que mais casos estão por vir e se permanecer nesta linha se tornando ainda melhores a cada filme da franquia.

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