Antes de mais nada um aviso é totalmente dispensável o uso do 3D para assistir ao filme, para dizer a verdade o roteiro do filme dispensa esse tipo de recurso, dado o aviso vamos agora a primeira crítica de 2012 do blog.
Imortais (Immortals, EUA 2011), a primeira vista lembra muito os filmes de aventura das décadas de 60 e 70, onde os filmes de Simbad fizeram enorme sucesso. A trama apesar de simples é consistente e muito bem construída uma vez que o roteiro utiliza muito bem e sem exageros vários elementos da mitologia grega, além da direção do indiano Tarsem Singh que tem no currículo até o momento 4 filmes e talvez o mais conhecido por aqui seja a Cela (The Cell, EUA 2000) com Jennifer Lopez no elenco e apenas um visual exuberante, que já é marca registrada do diretor.
Logo no ínicio do filme o público fica sabendo que houve uma guerra entre os duas raças que habitavam a terra, os vencedores dessa batalha se intitularam deuses e os que foram derrotados os titãs foram aprisionados nas profundezas do monte tártaro, para permanecerem ali pela eternidade e não interferirem no desenvolvimento da humanidade. Por sua vez os deuses foram viver no Olimpo e fizeram um juramento de não interferirem no curso da história da humanidade e somente o fariam caso os titãs algum dia fossem libertados da sua prisão.
O tempo avança e surge uma nova ameaça para a humanidade, por vigança o Rei Hyperion (Mickey Rourke em excelente atuação) resolve percorrer a Grécia com o seu exército e encontrar a qualquer custo o Arco de Épiro, uma arma capaz de libertar os titãs da sua prisão e desta forma começar uma nova guerra entre os Deuses e os derrotados Titãs, que culminaria na destriução dos Deuses e assim Hyperion obteria a sua vigança. Porém um humano conhecido como Teseu (Henry Cavill) se torna a aposta dos deuses para deter Hyperion e dar a humanidade uma nova chance de seguir com o seu caminho.
Se a trama é até simples, não se pode falar o mesmo do visual do filme, que esbanja detalhes em todos os cenários, seja no Touro Dourado que esta no palácio de Hyperion, na cena do labirinto ou nas máscaras que os seguidores de Hyperion utilizam, como a de touro, que servirá para fazer uma referência ao labirinto onde este será derrotado por Teseu e dando origem a uma das lendas gregas. Logo tudo nesse filme tem o seu próprio visual para chamar atenção, a roupa dos Deuses do Olimpo causam inveja a qualquer carnavalesco carioca.
E não será surpresa alguma se o filme for comparado a "300" do diretor Zack Snyder, a última batalha é um misto desse filme com a batalha que se vê no segundo episódio da trilogia "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" ou até mesmo em "Troia". Porém apesar das semelhanças o filme consegue a sua identidade própria, mas não resta dúvida de onde veio a inspiração do diretor e dos roteiristas elaborar algumas sequências do filme.
A trilha sonora não compromete o filme e pontua bem as sequência de ação e as cenas de batalha, que são muitas ao longo dos 110 minutos de projeção.
As cenas de luta em câmera lenta é utilizada por pura estética do diretor, pois necessidade não haveria nenhuma em fazer isso, mesmo assim o diretor não exagera nessas cenas e quando são utilizadas destacam um personagem lutando sempre contra uma horda do exército inimigo.
O filme irá agradar mais ao público masculino do que ao feminino, primeiro pelas suas cenas de violência extrema (cabeças degoladas, membros esquartejados e olhos perfurados são alguns dos aperitivos), lógico que a presença de Freida Pinto (como Phaedra a sacerdotisa e oráculo) é mais do que desculpa para a cena de nudez do filme.
Pode-se dizer que entre erros e acertos que "Imortais" sai com saldo positivo a seu favor e agrada ao público em geral, lógico que uma sequência já está sendo planejada pela forma como o filme termina e se os devidos ajustes forem realizados em uma possível sequência, talvez o diretor chegue a um filme perfeito sobre a mitologia grega e o imortalize com a permissão dos Deuses do Olimpo.


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