
Há algum tempo o cinema andava carente de filmes que aliassem um bom roteiro, boa direção, boas atuações e uma boa fotografia para contar uma história que prendesse a atenção do público até o último minuto de filme. E é aliando isso tudo, que Michael Mann o diretor de "Inimigos Públicos" (Public Enemies, EUA 2009) consegue fazer um filme que é coeso em todos os sentidos.
O filme leva o público para o ano de 1933 nos Estados Unidos, onde a recessão entra em seu quarto ano e o governo nega veemente verbas para a criação de uma bureau federal de investigação. No meio desse cenário surge a figura de John Dillinger (Jonnhy Depp em outra atuação perfeita) e seu bando que roubam bancos em Chicago e desafia a justiça dos EUA, a ponto da mesma criar uma divisão somente para cuidar do caso Dillinger.
É colocado então no encalço de Dillinger o agente Melvin Pulvir (Christian Bale) que acredita que métodos científicos e racionais, podem levá-lo até o seu alvo para que este efetue a prisão e de motivos para o governo americano criar um bureau de investigação federal. E a caçada a Dillinger e seu bando ocorre por vários estados americanos com um foco maior em Chicago.
Um outro ponto alto do filme é a fotografia que não deixa a desejar em nenhum momento, e faz com que o público visualize de forma clara como era a época que o filme retrata.
Outro destaque é a personagem de Mariom Cottilard, que vive Billie, a mulher pela qual Dillinger é apaixonado e faz de tudo por ela.
As cenas de tiroteio entre os agentes e o bando de Dillinger são bem dirigidas por Michael Mann, que consegue captar toda a tensão de ambos os lados.
Com este filme podemos dizer que os filmes de gangster que andavam sumidos das telas por algum tempo, tem tudo para voltarem a ocupar um lugar de destaque nas telas de cinema e atrair o público, pois com uma boa história e uma direção eficiente, nem irá parecer que já se passaram mais de duas horas entre o inicio do filme e o seu desfecho. E até neste ponto "Inimigos Públicos" acerta pois os seus 140 minutos de projeção passam de forma a parecer que se passaram somente alguns minutos.
Ao sair do cinema o público sai satisfeito com o que assistiu e nos resta esperar que outras boas histórias como essa cheguem as salas de cinema com mais frequência.

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