quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Crítica - Arraste-me Para o Inferno


O gênero terror tem andado sumido das telas de cinema - quando digo terror são filmes que realmente fazem o público sentir medo - apesar dos exemplares de terror teen dos já distantes anos 90, onde a trilogia Pânico (Scream no original) ditou um novo rumo para as franquias de terror. Já nos anos 2000 foi a vez dos remakes de filmes de terror chegar as telas, mas a receita era sempre a mesma colocar belas mulheres em roupas sumárias e um psicopata atrás de um grupo de jovens que iam morrendo um a um.

Porém o diretor Sam Raimi - que se tornou famoso devido a um filme de terror, neste caso a série "Uma Noite Alucinante" (Evil Dead no original) - volta ao gênero que o revelou, após oito anos de dedicação a cine série do Homem Aranha e faz o corretíssimo "Arraste-me Para o Inferno" (Drag me to Hell, EUA 2009), que pelos elementos utilizados por Raimi mostra claramente que é um retorno as origens.

Tudo começa quando Christine Brow (Alison Lohman) almeja uma vaga de assistente de gerente na agência bancária onde trabalha, só que para isso ela precisa impressionar o seu chefe e tomar uma decisão difícil. E essa oportunidade aparece quando a Sra. Gunash implora a Christine para prorrogar a sua hipoteca, que é negada por Christine. Essa só não desconfia que a Sra. Gunash irá lançar nela um maldição.

A partir desse ponto Raimi utiliza todos os recursos que um filme de terror dos anos 80 utilizava para assustar as platéias, e realmente faz isso com perfeição. A clássica cena da mão saindo do túmulo está lá. As cenas que utilizam somente as penunbras e sombras para representar as entidades malígnas também estão lá.

Aliado a um roteiro ágil e cheio de reviravoltas até o último frame, Raimi consegue fazer com o que o público sinta medo no escurinho do cinema novamente assistindo ao filme, ou seja é o cinema de terror em sua plena forma e cumprindo a proposta de um filme do gênero.

Contar qualquer outra coisa é estregar as surpresas do filme e agora nos resta torcer para que o gênero volte efetivamente as salas de cinema e com bons exemplares de filme como este.

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