domingo, 4 de julho de 2010

Crítica - Toy Story 3

Tudo começou em 1995 quando os estúdios da Pixar iniciaram a brincadeira com o já excelente "Toy Story - Um Mundo de Aventuras" (Toy Story, EUA 1995), em 1999 chegava aos cinemas "Toy Story 2" (Toy Story 2, EUA 1999), que não só superou o seu original em vários aspectos, além de acrescentar alguns novos elementos a este universo mágico. Passados onze anos a Pixar faz o impossível se tornar realidade mais uma vez e "Toy Story 3" (Toy Story 3, EUA 2010), não só supera os seus antecessores em todos os aspectos como dá ao público uma chance de refletir sobre várias questões.

O primeiro acerto do filme é ambientar a trama nos dias atuais, ou seja, o tempo passou e reencontramos Andy (agora um rapaz pronto para ir para a universidade) e seus brinquedos em seu quarto, local onde ele se divertia com Woody, Buzz e companhia quando criança, alias a sequência de abertura do filme é cheia de imaginação e como deve ser uma brincadeira de criança.

Como Andy está indo para a universidade, a sua mãe exige que ele de um rumo para os seus antigos brinquedos e ai que a aventura começa no terceiro filme. Após um incidente e quase irem parar no caminhão de lixo os brinquedos são levados por acaso para a Creche Sunnyside, um local que  em primeira vista seria o paraiso para qualquer brinquedo, pois sempre haveriam crianças para brincar com eles. Porém o local é "governado" pelo urso de pelúcia Lotso (dublado por Ned Beatty) que dita as regras e impede a fuga de qualquer brinquedo do local. Logo a Sunnyside se torna uma prisão para os brinquedos, um verdadeiro campo de concetração.

Acrescentando ainda novos elementos a trama como o boneco Ken (dublado por Michael Keaton), sem dúvida alguma são dele as melhores tiradas do filme, perdendo somente para a versão em espanhol de Buzz (mais uma das geniais sacadas da Pixar no longa). É verdade que algumas piadas tem um teor mais adulto e que os pequenos ficarão sem entender.

A versão em 3D só acrescenta profundidade as imagens dentro da tela, então não espere que nenhum brinquedo venha parar em frente aos seus olhos, porém isso é um mero detalhe em relação ao todo que está sendo mostrado. Além é claro de algumas piadas funcionarem melhor na versão em inglês do filme, por isso prestar atenção aos trocadilhos é um outro aperitivo do filme.

E se tudo é tão grandioso em Toy Story 3 o desfecho não poderia deixar de ser. Mais uma vez a Pixar se supera e faz um final a altura que o longa merece. E a sequencia final é cheia de suspense, aventura e reviravoltas. 

Com um roteiro que trata de temas que para as crianças pequenas podem não parecer tão claros, mas que para os adultos fará todo o sentido. Entram em questão a amizade verdadeira, o desapego (tema esse já tratado em UP), as magoas do passado e como essas podem nos transformar, a persistência e a união. Tudo isso embalado em um pacote e entregue de presente para o público.

E após a sequência final se você achar que tudo acabou... esqueça essa idéia. É neste momento após fazer rir que o filme irá arrancar algumas lágrimas da platéia e é muito difícil neste momento conte-las. A cena é tocante e marca uma "despedida" entre a fase da infância e a vida adulta de cada um de nós. Na versão 3D os óculos até irão esconder as lágrimas, porém se você chorar é porque aquela criança que um dia você foi ainda esta ai dentro esperando que a brincadeira sempre comece novamente, pois esta nunca pode parar.

E mais uma vez a Pixar irá levar o público aos extremos, entre o riso fácil e as lágrimas (não de tristeza mas de alegria). E nos dar a certeza de que toda essa brincadeira que começou de maneira inocente está muito longe de chegar ao fim. E com toda certeza ela ainda irá ao infinto e além.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Crítica - Esquadrão Classe A

Os anos 80 para muitos deixou saudades, não só no campo da música, jogos, desenhos animados e tantas outras recordações daqueles que viveram esses anos e se divertiram muito. E foi bebendo dessa fonte que o diretor Joe Carnahan trouxe para as telas um dos seriados mais cultuados dos já distantes anos 80 e "Esquadrão Classe A" (The A Team, EUA 2010) não perde em nada para o seu original.

Para início de conversa os saudosistas irão ver na versão século XXI tudo o que estavam acostumados a ver no seriado, as discussões entre Murdock e B.A., os planos mirabolantes de Haniball e as tiradas sarcáticas de Cara-de-Pau. Tudo como sempre foi e deveria ser se um dia fizessem um filme com base nos personagens.

A sequência inicial dá ao público uma idéia do que esta por vir ao longo da projeção e de uma forma ágil mostra a formação da equipe, que culmina em uma sequência de perseguição de helicópteros e uma rápida explicação do porque B.A. tem medo de voar. A ação se transporta para 8 anos a frente e reencontramos o Esquadrão Classe A no Iraque executando missões para o exército americano e em uma dessas missões eles são traídos, condenados e perdem as suas patentes.

Daí para frente contar mais seria estragar as surpresas que estão por vir ao longo da projeção, mas as cenas de ação mesmo que pareçam absurdas as vezes, se mostram dentro do contexto do filme e se encaixam na trama que tem como base o roubo de placas para a impressão de notas de dólares e que em mãos erradas irão proporcionar uma quebra na economia americana.

O elenco principal é formado por Liam Neeson (Hannibal), Bradley Cooper (Cara de Pau), Quinton 'Rampage' Jackson (B.A) e Sharlto Copley (Murdock), além de contar ainda com Jessica Biel (como a agente Charisa Sosa) e Patrick Wilson (como o agente Lynch). A direção dos atores é eficiente e todos estão bem em seus papéis.

A trilha sonora clássica que embalava o seriado esta presente no filme, além de outros elementos tão conhecido dos fãs da série, como o furgão preto usado pela equipe.

Um outro acerto de Carnahan foi o de utilizar uma edição fora dos padrões de videoclipe que normalmente permeam estes tipos de filmes de ação. A ação aqui é bem pontuada e ocorre na hora certa.

Com todas essas qualidades "Esquadrão Classe A" tem tudo para se tornar um filme dos melhores filmes de ação dos últimos tempo e o que é mais importante, fazendo a justiça de manter nas telas todas as qualidades do seriado não decepcionando em nenhum momento os fãs da série.

E como não podia faltar após os créditos há uma cena escondida e que vai divertir muito aqueles que ficarem no cinema para assisti-lá. 

No mais é aguardar pela sequência que deve sair daqui a alguns anos, pois como dizia a abertura do programa "Se você tem um problema e puder encontrá-los, talvez você possa contratar o Esquadrão Classe A" falta então agora mostrar o Esquadrão atuando como os soldados da fortuna  do seriado oitentista ,e se o primeiro filme já teve qualidade de sobra, que venham os demais com mais novidades ainda. E com o tema  musical que eternizou para sempre o seriado nas nossas lembranças.