domingo, 4 de abril de 2010

Crítica - Como Treinar o Seu Dragão 3D

Qual é a melhor maneira de se tratar uma determinada fragilidade? Por que a intolerância entre raças pode levar ambas a extinção? E o que pode ser feito para mudar esse cenário? É partindo dessas premissas e tendo como aliado um roteiro enxuto e coeso que "Como Treinar o Seu Dragão" (How To Train Your Dragon, EUA 2010) se baseia, para contar a história do jovem Soluço e de seu dragão Banguela , e ainda de tabela levar a narrativa das animações em 3D para um outro patamar.

Logo no ínicio da projeção os espectadores são apresentados a fictícia Berk, a cidade Viking ,onde a maior parte da ação do filme se passa.É através da narração in-off de Soluço que ficamos sabendo que a cidade é constantemente atacada por dragões que vem atrás dos animais que são criados em Berk. Em um desses ataques, Soluço vê a chance de mostrar o seu valor a todos os habitantes da tribo, capturando um dragão da espécie fúria da noite e por um puro acaso da sorte acaba por abater um da espécie e vai até o ponto onde o dragão caiu, mas na hora de abate-lo ele não tem coragem e desisti e acaba por soltar o dragão. A partir desse ponto o filme aos poucos vai mostrar ao público a amizade que se desenvolve aos poucos entre o menino e o dragão e como ambos irão superar os seus medos, fragilidades e desenvolverem uma amizade verdadeira.

Porém Soluço só tem um problema a resolver, pois o seu pai que é o chefe da tribo quer que o filho seja treinado como um verdadeiro Viking e para isso ele terá que provar o seu valor matando um dragão após o final do treinamento na frente da tribo. Só que a sua amizade com Banguela o ensina a lidar com os dragões, o que o torna de um jeito ou de outro uma celebridade na tribo.
Com cenas de vôos panorâmicos de tirar o folêgo e efeitos 3D de primeira linha que se adequam a narrativa, o filme é muito mais que uma mera animação para crianças, que irá agradar em cheio aos adultos que curtem cinema de animação, pois serão estes que consegiram captar todas as mensagens que o filme tem a passar. 

A trilha sonora é correta e a palheta de cores escolhida é perfeita para compor as cenas, com o destaque para a cena do duelo final em que os dragões realmente parecem estar voando dentro da sala do cinema.

Com vozes de Gerard Butler e America Ferrara na versão legendada que está disponível em algumas salas e sessões (inclusive em 3D), os dubladores não compromentem o trabalho dos animadores e dão vida a seus personagens.

Com esse filme a Dreamworks Animation coloca um candidado de peso já pela briga pelo Oscar de melhor animação do próximo ano, ainda falta muito é verdade, mas este filme não poderá ser desprezado e ao menos deverá constar na lista dos melhores. Afinal não é todos os dias que uma excelente história é levada as telas de forma tão sincera e sútil, com lições que nos fazem pensar ao final da sessão.

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