sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Crítica - O Lobisomen

Em tempos de vampiros vegetarianos que brilham a luz do sol, lobisomens bombados e dozenlas insosas o cinema de terror parecia estar perdendo todo o seu brilho, porém o gênero não está morto e ainda há sim esperança de salvar este tipo de cinema que já deu ao seu público fiel ,grandes histórias desde os primórdios do cinema e a prova viva disso é o filme "O Lobisomen" (The Wolfman, EUA 2010, no original). 

Estrelado por um elenco de primeira que conta com Anthony Hopkins, Benicio Del Toro, Hugo Weaving  e Emily Blunt (talvez a mais fraca entre os principais, mas sua atuação convence e não compromete o resultado final do filme). 

O filme tem início no ano 1891 em uma mansão nos arredores da Inglaterra e logo na primeira cena o público já assiste o Lobisomen em ação caçando a sua primeira vítima, corta para a cena seguinte onde somos apresentados Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), ator de teatro, que retorna para casa a pedido da noiva de seu irmão para investigar o desaparecimento desse. 

Lawrence então resolve seguir as pistas o que o leva a um acampamento cigano nas cercanias da pequena cidade onde a sua família mantêm uma propriedade, não tarda muito para o acampamento ser atacado pelo Lobisomen e este morder Lawrence e este por sua vez adquirir a licantropia (doença que transforma a pessoa que a contrae em um Lobisomen).

Com censura 18 anos dá para prever que o filme mostra mesmo membros sendo dilacerados, órgãos internos sendo arrancados e sangue, aliais muito sangue.

A trilha sonora composta por Danny Elfman dá o tom de suspense certo ao filme e em nenhum momento compromete a narrativa.

Outro acerto é a fotografia que busca sempre um visual mais gótico para deixar a trama com o tom de suspense certo que um filme do gênero merece e que a muito não se via nas telas do cinema, desde o excelente Drácula de Bran Stolker dirigido por Francis Ford Coppola em 1990.

E para completar a direção de Joe Johston que no início tem um tom de video clipe e poderia colocar tudo a perder, fica melhor depois de um certo tempo e parece que as atuações dos três atores do elenco masculino ajudaram ao diretor captar a dramaticidade que cada cena precisava e isso contribui e muito para o filme prender o público do início ao fim.

Com este filme o cinema de terror ganha um exemplar a altura dos clássicos de monstros produzidos pela própria Universal nos meados do século passado, e para os apreciadores do gênero não irão faltar motivos para elogiar o filme após o final da projeção e torcer que mais exemplares desse tipo de filme cheguem as telas dos cinemas para deixar o público sentir medo no escurinho do cinema.

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